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| Uma
vez mais, o restaurante O Serenata, em Coimbra,
provou que o mito tão luso de procurar
um local para comer fora de horas, já caiu
nos lugares com procura. |
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Pedro
Coimbra, responsável pela sala, sabe
receber os clientes mais tardios e propor uma mesa
de sabores tradicionais portugueses num equilíbrio
convidativo de preços. E, sem medo de criar
expectativas, o generoso couvert da casa permite aquele
tempo de conversa e escolha da ementa (sete pratos
de peixe e outros tantos de carne) e vinhos tintos
(cerca de 60 opções) e brancos (cerca
de 30), sempre renovado pelas imperiais devidamente
servidas em copos altos “estupidamente gelados”.
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Devagar
se decidirá, entre garfadas de salada
de polvo, febrinhas de coentrada, pastelinhos
de bacalhau e de camarão, minichamuças
cariladas, salada de orelha, azeitonas talhadas
com alho, sem desmerecer as duas propostas de
queijinhos |
curados
e amanteigados, tudo embrulhado na tentação
da broa. A seguir, espera-se a textura do bacalhau, quer
com natas quer na especialidade gratinada da casa ou
ainda no também provado bife de atum gostosamente
grelhado.
Boas
carnes garantem a costeleta na grelha ou um churrascão
na telha com migas de grelos de couve, feijão-frade
e batatas crocantes, bem como um lombo de porco estufado,
macio e apaladado pelos suores da lenta feitura provada.
| O
Serenata aposta no segredo de uma dezena de doces
de memória conventual e nos provados pudim
de nozes e bolo cigano, fofo de amêndoa
e abóbora-gila fez-se caminho para um
qualquer céu que suporte cantigas de amor
sem tédio nenhum. |
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